Transtorno do Espectro Autista: orientações para diagnóstico e acompanhamento
[ad_1]

O
Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente autismo, é um transtorno
do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões de comportamento repetitivos
e que dificultam a interação social do portador, o que afeta o desenvolvimento
da pessoa com o diagnóstico.
A
Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que há 70 milhões de pessoas com
autismo em todo o mundo, somente no Brasil são 2 milhões de portadores do
espectro. Estima-se ainda que uma em cada 88 crianças apresentem traços do
autismo. O aparecimento dos sintomas é cinco vezes maior em meninos.
O
diagnóstico do autismo não é realizado a partir de exames laboratoriais, como o
de sangue por exemplo, ou por exames de imagens como tomografias, o diagnóstico
é clínico, ou seja, o paciente é avaliado no consultório pelo médico a partir
de informações trazidas pelos pais, como explica o médico pediatra Guilherme
Pinto.
Além das
observações trazidas pelos pais ao consultório, o médico pode lançar mão de uma
outra ferramenta para o diagnóstico. São perguntas elaboradas pela Associação
Americana de Psiquiatria. O pediatra Guilherme Pinto traz como exemplo algumas
perguntas constantes deste manual. Ele alerta que a observação destas
características deve ser global, ou seja, se a criança apresentar um ou outro
comportamento não significa necessariamente que seja portadora do autismo.
O médico
Guilherme Pinto destaca ainda que após o diagnóstico do autismo, o paciente
deve ser encaminhado para atendimento multiprofissional, com acompanhamento
psicológico, fonoaudiológico e outros que podem trazer uma melhor qualidade de
vida a criança com autismo.
A
importância do acompanhamento multiprofissional é corroborado pela psicóloga
Marcia Rosa da Fonseca. Ela ressalta a necessidade dos pais ou responsáveis
pela criança diagnosticada com autismo, buscarem ajuda o quanto antes, já que o
atendimento precoce pode ajudar no desenvolvimento do paciente.
Marcia
Rosa da Fonseca ressalta ainda a importância de mecanismos que facilitem a
convivência do portador do transtorno do espectro autista em sociedade para
evitar crises. A psicóloga lembra o projeto de lei, ainda em tramitação, que
pretende destinar uma carteira especial de identificação ao autista.
A Carteira de Identificação da
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, foi aprovada no Congresso Nacional e
aguarda a sanção do presidente da república. Assim que for regulamentada será
expedida pelos órgãos responsáveis pela execução da política de proteção dos
direitos da pessoa com transtorno do espectro autista dos estados, Distrito
Federal e municípios, mediante requerimento, acompanhado de relatório médico,
com indicação do código da Classificação Estatística Internacional de Doenças e
Problemas Relacionados à Saúde (CID).
Algumas cidades tomaram a
iniciativa antes da lei federal e já disponibilizam a carteira de identificação
aos portadores do autismo, como Araucária, na Região Metropolitana e Guaratuba,
no litoral do Estado.
Em Curitiba e no Paraná, os
governos instituíram políticas de assistência ao autista. O município conta
desde de setembro de 2019, com o Centro de Ensino Estruturado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA),
o primeiro do país.
Na capital há ainda associações e grupos de apoio a pais de crianças portadoras do espectro autista, conheça algumas:
Prefeitura de Curitiba – https://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/centro-municipal-de-atendimento-educacional-especializado/22
Governo do estado do Paraná – http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=3345
Associação AAMPARA – http://www.aamparaautismo.org.br/
Associação Beneficente Renascer http://renascerinclusao.org.br/index
Repórter Vanessa Fernandes
Source link
