Termo “Jaguara” em campanha causa polêmica

Termo “Jaguara” em campanha causa polêmica

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Com o objetivo de conscientizar as pessoas para diminuir as aglomerações no transporte coletivo, as empresas de ônibus de Curitiba lançaram a campanha “Não seja jaguara”.

Segundo os idealizadores, a palavra jaguara é genuinamente paranaense. O termo foi usado nesse contexto para descrever alguém que está, com sua atitude, prejudicando o propósito da coletividade, em benefício próprio, durante a pandemia do novo coronavírus.

Três peças já estão nas redes sociais das empresas de ônibus. Uma delas critica o chamado “piá de prédio” e suas festinhas. Outra peça alerta para o fato de que alguns comerciantes não estão respeitando o horário estabelecido de funcionamento, das 10h às 16h.

A última critica aqueles que usam o cartão-transporte dos avós para passear nos ônibus. Todas as peças finalizam a mensagem com a hashtag #nãosejajaguara.

De acordo com o diretor-executivo das empresas de ônibus, Luiz Alberto Lenz César, alguns comerciantes são grandes exemplos de desrespeito às regras de isolamento, e isto se reflete claramente no transporte público.

Luiz Alberto diz ainda que as empresas estão operando sob forte fiscalização há quase um mês.

Mas mal foi lançada, a campanha provocou reação. O presidente da ACP, Camilo Turmina, não gostou, e afirmou que os comerciantes, por lei, precisam disponibilizar locomoção aos funcionários. No entanto ele questionou a qualidade do transporte coletivo em Curitiba.

Camilo Turmina disse ainda que todos estão convivendo com sacrifícios, e que o transporte coletivo precisaria se adaptar à nova realidade que surgiu junto com a pandemia.

E o posicionamento do presidente da ACP provocou mais reações. Em nota a Comec informou que realiza um enorme esforço para manter a ocupação dos ônibus em 65%, número possível no sistema metropolitano onde as linhas possuem médias e longas distâncias, que chegam a 60km.

Diz o texto que infelizmente, a mesma cobrança que a ACP faz do sistema de transporte, ela não faz dos seus associados, que na grande maioria não adeririam a flexibilização de horários, que poderia ajudar na diluição dos usuários dos horários de pico.

Lembrando que no dia 28 de maio, o MP emitiu recomendação administrativa à Comec para que fossem adotadas medidas para garantir a mobilidade das pessoas de forma segura e de modo a evitar a propagação da pandemia.

Foi um pedido da própria ACP. Entre as medidas recomendadas, estão a adequação dos horários e itinerários das linhas de ônibus para que não ocorram aglomerações nos terminais e nos veículos. Além disso, exige a intensificação das ações de fiscalização e o estabelecimento de lotação máxima nos ônibus de 25% a 50% dependendo do itinerário e tempo de percurso.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público do Paraná informou à CBN que acompanha o cumprimento das medidas recomendadas, desde a data estabelecida.

Em nota, a Urbs esclareceu que estão sendo tomadas medidas de reforço da frota e de limitação de pessoas dentro dos ônibus, o que, segundo a empresa, evita a aglomeração nos veículos. A Urbanização de Curitiba disse também monitorar o sistema, em que os ônibus estão com 50% de ocupação e saem dos terminais com 30% dela.

A Urbs também lembra sobre a necessidade do cumprimento dos horários de funcionamento estabelecidos no decreto 810/2020 e que a linha Inter 2, além de outras 15 desde semana passada, estão com todos os ônibus circulando.

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Fonte: Post Completo

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