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Protesto de pequenos empresários de Curitiba pede que Câmara vote com urgência projeto Programa Juro Zero

10/07/20 às 21:36

Atualizado às 21:42

Josianne Ritz

Um protesto com projeções em dez pontos da capital paranaense e um “arrastão'” nas redes sociais  organizado pelo coletivo Fechados pela Vida, pediu nesta sexta (10) à Câmara Municipal de Curitiba urgência na votação do projeto que propõe a criação do Programa Juro Zero Curitiba, apresentado pelos vereadores Professor Euler (PSD) e Dalton Borba (PDT). De acordo com a coordenadora do coletivo e proprietária do Cosmos Bar, Janaína Santos, o projeto vai de encontro com a necessidade dos pequenos empresários atingidos pelas restrições geradas com a pandemia de Covid-19.  “Nós endossamos o projeto, independente de partido e política, porque acreditamos que é o que o setor precisa neste momento. Nós sabemos que 60% das pequenas empresas não conseguiram acesso a nenhum crédito nesta crise de pandemia e sabemos que a Prefeitura poderia ajudar disponibilizando uma linha de crédito municipal. Esse projeto vem de encontro ao que o nosso setor,  tanto de gastronomia e restaurantes, como de outros pequenos precisam”, afirma ela. “A ideia da manifestação é mostrar que esse projeto é uma causa social neste momento de emergência”.

A empresária conta que o próximo passo do coletivo Fechado pela Vida será conversar com todos os vereadores de Curitiba, sindicatos e associações para pressionar pela aprovação do projeto. “Essa medida é urgente para a sobrevivência destas empresas e para a manutenção de empregos. Eu demorei 90 dias para conseguir um empréstimo da Fomento Paraná, que eu precisava no início da pandemia, e fui sortuda, porque a maioria não conseguiu nenhum centavo. Estamos pedindo acesso a crédito e não doação de dinheiro”, explica Janaina.

O projeto que cria o Programa Juro Zero Curitiba como medida de enfrentamento à crise do Covid-19 foi apresentado no dia 8 de julho. O programa, segundo a proposta, ofereceria empréstimos de R$ 5 mil a R$ 100 mil para micro-empresas da cidade prejudicadas pelas restrições da pandemia em Curtiba a juro zero.  O valor liberado dependeria do número de empregados e quem contratar o crédito não poderia demitir. Na justificativa, os vereadores alegam que seria uma maneira de manter as pequenas empresas abertas e garantir empregos.

A Câmara Municipal não quis se manifestar sobre o pedido do Coletivo.

O coletivo

O coletivo Fechados pela Vida reúne 200 estabelecimentos comerciais – principalmente do setor gastronômico e de pequeno porte – e foi organizado no dia 17 de abril do ano de 2020. “Nossa união aconteceu por observarmos que nossas entidades representativas, sindicatos patronais e associações, bem como outros grandes empresários do setor não compartilhavam da visão de que nossa retomada econômica só se daria através do controle da epidemia. Nosso objetivo, desde a fundação do coletivo, é realizar pressão no sentido oposto àqueles que desejam abrir às forças, somos um movimento pró-vida e compreendemos que saúde e economia andam lado a lado. Com medidas sanitárias, podemos controlar a epidemia e teremos o menor impacto financeiro, com medidas econômicas mais pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, podem realizar o isolamento social sem o peso de uma possível falência sob seus ombros”, diz Janaina.




Fonte: Post Completo

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