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Projeto de Curitiba dá moradia a jovens de abrigos ao completarem 18 anos

A gente sempre teve informação de que completar 18 anos é sonho de todo jovem, mas você já parou para pensar o quão onusto de pânico e preocupação é chegar na maioridade para aqueles que cresceram em abrigos? Pois é, para estes jovens, completar 18 anos é motivo de pânico e incerteza. E foi justamente da percepção desse pânico que surgiu o projeto social Integrar, do Instituto Moradas do Tempo, de Curitiba. O objetivo é dar suporte para estes jovens nessa novidade lanço da vida. 

A informação do projeto surgiu quando um empresário de Curitiba começou a buscar por alguma forma de fazer o muito. “O fundador queria fazer um trabalho social e procurou um projeto de apadrinhamento afetivo. Fez toda a secção de habilitação e foi guiado para uma instituição de protecção, onde iria saber as crianças que iria apaniguar. Quando chegou na instituição, conversando com as crianças e os adolescentes, ele percebeu que a principal preocupação deles era pensar o que seria depois dos 18 anos. Ele voltou com isso na cabeça e, conversando com o rebento dele, nasceu o projeto”, contou a psicóloga do projeto, Roseane Figueiredo. 

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Percebendo que queria fazer mais do que simplesmente apaniguar, o empresário deu luz ao projeto que ficou com seu rebento. “A informação inicial era de comprar casarões antigos, reformar e entregar para a prefeitura para que fossem usados para projetos sociais. Mas fomos modificando e entendemos visto que poderíamos fazer propriamente. Daí surgiu o Integrar, que em 2020 começou de verdade com a primeira casa e agora estamos indo para a segunda”. 

A informação do projeto parece simples e realmente é, mas é profunda: o Integrar fornece moradia e suporte para jovens que completam 18 anos e eles têm, por três anos, a chance de se estruturar para serem mais do que acreditavam que conseguiriam. “O nosso objetivo é ser uma ponte de integração com a sociedade e a convívio, porque fica um vácuo quando eles saem. Alguns saem amadurecidos, mas a maioria precisa de esteio. A gente vem realmente para isso: concordar, mas não acomodar”, explicou Roseane. 

Rodrigo Cesar Biscaia Gonçalves, 20 e a Jeniffer Eduarda Martins Miranda, 18. Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná.

Residência temporária, tirocínio valioso

Dando todo o suporte necessário para que os jovens consigam um tarefa, se voltem aos estudos e entendam visto que erigir suas próprias vidas por si só, o projeto Integrar vem ajudando quatro jovens desde o ano último. “Nossa informação era ter desenvolvido com mais duas casas, mas veio a pandemia e tudo complicou. Por isso, resolvemos delongar, mas cuidar dos quatro jovens que já estavam conosco”. 

Nessa casa temporária, os jovens são incentivados a aprender um pouco de tudo: desde o simples ato de cozinhar para si mesmos até o de entender que tudo que eles quiserem só depende deles. “Em cinco meses de projeto, os jovens já estão trabalhando, estudando, e hoje o apartamento onde moram caminha sozinho. Eles mesmos dividem as contas”, comemorou Roseane, que também é gestora do projeto. 

No primícias, o projeto secretária as despesas dos jovens, mas sempre incentivando a informação de que precisam percorrer detrás dos objetivos. “Nosso foco é exatamente esse, fazer com que tenham autonomia financeira. Primeiro começamos a despender as contas, mas depois a informação é que eles mesmos consigam ir detrás e nós damos o suporte por trás”. 

Com a notoriedade que o projeto foi ganhando, o Integrar do Instituto Moradas do Tempo conseguiu mais uma casa, dessa vez para meninas. “Essa casa vai ter uma particularidade, pois vai recolher uma jovem de 18 anos, que teve um rebento e não tinha para onde ir, pois chegou o intenção do seu período no abrigo. No primícias, não era nossa informação recolher crianças, mas não quisemos virar as costas. A casa vai continuar abrigando quatro pessoas, visto que é a regra, mas uma delas é o bebê”, conta Roseane. 

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Uma luz no intenção do túnel

Rodrigo Cesar Biscaia Gonçalves, 20 anos, é um dos jovens que mora no apartamento talhado aos rapazes. O jovem, que saiu da convívio familiar aos seis anos, vive com os colegas do projeto há cinco meses. “A gente tem muita cobrança com relação a responsabilidade, esse é o maior compromisso mesmo. Mas sabemos que o objetivo é melhorar, à vista disso pra mim está sendo um grande esteio. Digo que metade do que tenho conseguido é por mim e a outra metade pelo projeto”. 

Hoje já trabalhando, estudando Engenharia Elétrica e planejando o porvir, Rodrigo disse que foi muito difícil entender o que seria dele ao completar 18 anos. “Nos primeiros anos de abrigo foi tudo muito incrível, porque você ganha presentes e tem muita gente entrando na sua vida, você acaba se distraindo do foco principal que é a família. Mas grande secção da minha puerícia eu esperava que meus pais voltassem e me tirassem de lá”. 

O rapaz, que tem contato com suas três irmãs, disse que a chance que recebeu do projeto Integrar foi uma luz no intenção do túnel. “Quando o jovem completa 18 anos, muitas vezes sai sem rumo nenhum. Muitas vezes o problema que passamos na puerícia cria sequelas na gente, eu mesmo me tornei uma pessoa difícil, que sofre para pedir ajuda e tem pânico de acreditar nos outros. Tenho enxergado o projeto visto que realmente uma saída e tem sido”.

A jovem de 18 anos que vai morar com o rebento na segunda casa do projeto é Jeniffer Eduarda Martins Miranda. Ainda no abrigo até que a casa fique pronta, ela disse que ver a veras dos jovens é triste demais. “Minha história me afetava muito antes de ter meu rebento, não afeta mais hoje. Mas no abrigo tenho visto o quanto praticamente todos os jovens têm pânico de completar 18 anos. Conheço, por exemplo, uma rapariga de 15 anos, que já teme chegar aos 18. Esse pânico existe, é real, e machuca. Muitas vezes não têm para onde ir”. 

À Tribuna do Paraná, a moça, que tem uma história difícil com o encolhimento da família desde muito cedo, se mostrou ansiosa e fazendo inúmeros planos para o porvir, a inaugurar pelos estudos. “Espero crescer na vida, mas penso também em vigiar meu dinheiro porque sei que mais pra frente vou precisar disso para dar um bom porvir para o meu rebento. Outrossim, sonho em ser advogada, quero seguir nessa profissão”.

Projeto precisa de esteio

Caminhando por meios próprios até agora, o Integrar, do Instituto Moradas do Tempo, poderia ser ainda maior se houvesse esteio extrínseco. “Queríamos muito ampliar, temos pensado muito nisso, mesmo. Mas precisamos que seja mais divulgado, para que mais gente nos ajude com esteio”, avaliou Pedro Henrique Farias, o responsável pelo projeto.

Hoje, Pedro Henrique avalia que o desenvolvimento dos jovens que participam já tem sido muito grande. “Dá pra ver no rosto deles, nas atitudes. Sabemos que temos bastante caminho pela frente, mas ver que estão todos trabalhando, estudando, tirando carteira de habilitação, longe das drogas, isso é o maior passo que nós podíamos dar. Estamos conseguindo”. 

Para crescer, o projeto depende basicamente de qualquer tipo de ajuda. “Pode ser através de trabalho voluntário ou também de ajuda financeira. Outra forma é a mentoria, pois nosso objetivo é que cada jovem tenha um mentor que seja colega mesmo e que possa ajudar estes jovens de qualquer jeito. Mas também aceitamos doações de móveis, roupas, enfim, toda ajuda é muito vinda”, detalhou Pedro Henrique.

Além das casas para recolher os jovens em seguida os 18 anos, a informação do projeto é inaugurar com um trabalho preventivo e, quem sabe, até evitar que eles precisem desse tipo de esteio ao completar a maioridade. “Vamos inaugurar a trabalhar com os jovens já aos 16 anos, um trabalho preventivo mesmo. Queremos fazer ações com estes jovens, com palestras, mostrarmos a veras e ensinarmos o que podem fazer. Não que as instituições não façam isso, elas fazem, mas quando tiramos eles um pouco daquele universo e damos um atendimento mais individualizado, tem mais chance de sobrevir”, adiantou a psicóloga Roseane.

A informação do Integrar é mostrar aos jovens que vivem fora do convívio familiar que o porvir é difícil para todo mundo, mas que temos visto que sermos melhores se quisermos. “Essa concepção de que eles podem, de que depende deles. Eles sabem que, se eles quiserem, o firmamento é o limite. Temos todo conhecimento da situação deles e compreensão também, mas tudo que estiver ao nosso alcance vamos fazer para apoiá-los. Tudo que pudermos fazer para ressignificar a permanecer, estamos a este respeito”, explicou Roseane. 

Quanto aos jovens que participam desse projeto, que segue visto que padrão piloto até mesmo para que mais casas possam surgir, eles sabem de sua consideração. “Sabem agora que são capazes e o quanto são responsáveis pelos futuros integrantes, pois são projeto piloto, à vista disso eles acontecendo a gente tem mais chance de buscar esteio para os futuros”, concluiu a psicóloga. Para ajudar o projeto, é só entrar em contato pelo site www.moradasdotempo.org.br ou pelos e-mails [email protected] e [email protected] 

Inspirado: Post Completo

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