no dia de Iemanjá, Graziano deitou fora seu chapéu panamá

no dia de Iemanjá, Graziano deitou fora seu chapéu panamá

no dia de Iemanjá, Graziano deitou fora seu chapéu panamá

no dia de Iemanjá, Graziano deitou fora seu chapéu panamá

coluna de opinão da série “viagem pitoresca & histórica ao brasil pátria querida brasil”

texto & fotos de Márcio Pannunzio

Na quarta-feira, dia 2 de fevereiro a orla da praia do Perequê se vestiu de branco e pulsando ritmada no compasso retumbante da percussão dos tambores do maracatu Marabantu, festejou a rainha do mar, Iemanjá.
O trajeto da rossio da pimenta de cheiro até o píer do Perequê foi feito por uma plebe quase toda mascarada para se proteger da covid, satisfeito por participar de um evento popular que sim, deu a cada participante o sabor de viver Ilhabela num delícia verdadeiro e não no daqueles promocionais desses banners fotográficos que empesteiam a princesa Isabel na intenção de transportar a turistada e moradores desavisados numa lisérgica viagem ao mundo faz de conta de campanha publicitária de margarina família feliz.

Uma grande roda humana plural se formou ao lado do píer e cantou pra Iemanjá. As pessoas desceram ao mar e lançaram flores na sua superfície em razão de se delicadamente as plantassem.

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Flores foram plantadas em canteiros da avenida e esse feito foi, com o recorrente estardalhaço da publicidade solene, comemorado.
Quem viaja pelo interno por vezes se depara com cidades de jardins e praças belamente ornamentados. São motivo de orgulho dos munícipes que, se gestão terra deles falasse em “ecologia da paisagem”, com incredulidade olhariam para seus gestores. Plantar flores é bom; é ótimo. Cultivar a venustidade no espaço urbano é importante para o muito generalidade.

Por Ilhabela em seu perímetro principal ter de um lado um mar tranquilo e cálido e doutro a superabundante floresta cobrindo o perímetro das montanhas, acostumou-se a negligenciar a construção duma cidade urbanisticamente muito planejada e bela, com um paisagismo tão muito zelo quanto o dessas cidadezinhas que com tamanho carinho criam e cuidam das suas vegetais de cartão postal. Resulta que Ilhabela é uma cidade feia e a concordar com as incontáveis queixas nas redes sociais, muito mal cuidada.
No quesito ecologia de paisagem levou explosivo na escola.
Melhor exemplo dessa ecologia muito resolvida a gente encontra em lugar que nunca poderia ser tido em razão de paradisíaco do jeito que nos tentam convencer os onipresentes banners oficiais de fotos muito feitas, porém, zero boas.
Pra quem chega a Curitiba da ilhota, a prelecção exitosa está muito ao lado margeando um rio emuralhado de pele opaca, lodosa e mal cheirosa. Uma profusão de virente e cores floríferas de encantar o mais desencantado dos espíritos. Uma estreita e alongadíssima tira de terreno onde habitam capivaras em sossego com o caos do mundo humano; os carros e caminhões fumarentos passando perto delas barulhentos sem as perturbar.

Ilhabela, nos informam algumas dessas fotos propagandistas da princesa Isabel, escolheu o papagaio moleiro em razão de sua ave símbolo. Escolha acertada e não pela piada infame de que ela aconteceu estimulada pelas papagaiadas, tagarelices da municipalidade. Essa ave encantadora, duma lucidez desconcertante, viveza e alegria contagiante, também os gringos encantou a ponto de criarem o Zé Carioca, personagem simpático e faceiro dum Rio de Janeiro idílico que não existe mais, sucumbido hoje na barbárie.

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o papagaio de papel na placa da propaganda

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o papagaio de verdade, na Dimensão de Soltura Monitorada Cambaquara

Esqueceram de informar que até antes da glorificação do papagaio moleiro em razão de ave símbolo da cidade, nela existia a Dimensão de Soltura Monitorada Cambaquara, criada e mantida por moradores zelosos empenhados em proteger não meramente essa ave, mas outras tantas nativas na região e de grande sabedoria. Pois a Cambaquara persevera em seu trabalho apesar de deixada à míngua pela prefeitura, dona dum orçamento milionário que faz de Ilhabela uma das mais ricas cidades do Brasil. Muito na foto, desprestigiada pelo poder público municipal na real, vai pois sobrevivendo a duras penas a ave símbolo do pujante arquipélago.

Com uma receita estimada de 850 milhões para 2022, foi rápida a benção dos vereadores, em novidade sessão extraordinária, num folgado placar de 7×2, aprovando o projeto de reforma administrativa. Quase 190 milhões é o que a ilhota gasta para manter perto de três milénio servidores públicos atendendo a uma população de 36.194 pessoas na última conta do IBGE ou mais de 50.000, em projeção onde sejam considerados consumo de vontade elétrica e de água e a geração de Esgoto. Já que foi ofício no Banco do Brasil no derradeiro, hoje é desejo, é sonho de muita gente, ofício na prefeitura de Ilhabela.

Querendo pensar grande, quem sabe em razão de capital de estado, o executivo queria gerar três subprefeituras, uma delas, no Bonete. Comunidade em polvorosa diante do risco de perderem suas terras para a prefeitura, cujos fiscais lavraram notificações amedrontadoras para vários habitantes que a todos alarmou e mais ainda com o risco de demolição da sua querida igreja, tão singela. Depois de quase uma semana, dum para baixo assinado com mais de sete milénio assinaturas botando a boca no trombone das redes sociais pro despautério em curso, depois de Ilhabela voltar a marcar péssima presença na prestigiosa coluna Mar Sem Intenção do jornalista sem papas na língua João Lara Mesquita, alocada pro Brasil inteiro ler no corpo austero do Estadão, veio a campo pilantra o povo da notícia institucional proferir que era tudo “fake news”.

Foi até oportuno que o nobres edis cortassem essas subprefeituras. Mas em razão de criaram uns tantos outros cargos de secretário apenso, essa estranha figura que seria a sombra do titular e por isso vai lucrar quase tanto quanto ele, as coisas ficaram elas por elas. E assim a cultura que nunca teve secretário apenso, agora, finalmente, para o júbilo da classe das artes & letras & artesanias, o terá.

e logo no dia de Iemanjá …

Xico Graziano, responsável pelo plantio das flores no insosso canteiro da avenida da princesa, correu ao instagram e deitou fora seu chapéu panamá com estardalhaço. Havia renunciado o missão de secretário do meio biossistema de Ilhabela.

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Em entrevista à Folha, alegou que saiu porque é honesto, assim deixando subtendido que para continuar, precisaria ser vergonhoso. Sua fala lança pesadas suspeitas sobre a gestão atual.
Graziano chegou a ela em razão de estrela solitária num secretariado de gente de pouca sentença e de limitada qualificação. Envergava um currículo de largo espectro e o palácio sauna de cristal matagado, apesar da sua exuberância labiríntica, fez figura acanhada perto dos outros em que transitou. Bolsonarista pesaroso, alinha-se agora ao presidenciável ex-juiz próspero empresário Sérgio Moro e ao fazê-lo, imita esputar em prato que comeu.
Sai da prefeitura em mau papel de protetor de biossistema, porque ao lançar bosta no ventilador, emporcalhou à larga a redondel política isolar. Age de forma similar ao do seu novo ídolo, posando de puro renascido dos ímpios.

Quando aceitou ser secretário, não era novidade pra ninguém que participaria dum governo de inclinação autoritária, espírito populista, inspiração clientelista e filiação direitista, numa coloração próxima ao atual de Brasília. Da mesma maneira, para o magistrado notoriedade de Curitiba, não era ignoto quem era Bolsonaro e quais eram os seus objetivos, por sinal alcançados, de espalhar a infâmia e destruir o país.

Os que em Ilhabela gritaram eufóricos “volta logo” gostaram do que tinha vindo antes. Não deveriam esperar diferença com o que já veio agora e poderá vir adiante.

Ilhabela rachou; menos de um por cento supra da metade do eleitorado escolheu a volta, a outra metade, não. Entretanto, o exposição solene é o de que a vitória foi esmagadora e convém assim sendo que a egrégia câmara e os laboriosos conselhos municipais se dobrem todos subservientes ao despotismo do executivo na sua perseguição implacável de executar rapidamente seu portentoso projeto de governo.

O belo exposição grazianista magoado instagramado conclamando pelo combate à miséria de Ilhabela que não mais se entoca pelas quebradas, buracos e pirambeiras, delas extravasando feito queda de barreira, não encontraria campo fértil numa maneira de governar que pouco ouviu e nem hoje ouve com maior atenção, as lamúrias dos pobres, preferindo o exposição música pros ouvidos principescos doutras freguesias; a música duma nota só: indústria do turismo supra de tudo e de todos viva a especulação imobiliária e tasque obra e mais obra grandiosa em nome desse salve salve glorificado dogma predador de royalties.
Com seu orçamento quase bilionário Ilhabela poderia fazer muito pelos seus desvalidos. Ideias não faltariam; bastaria seguir o exemplo dos municípios virtuosos que não tiveram receio de ser democráticos no seu comando, criativos e corajosos no seu fazer e principalmente, solidários e respeitosos com a sua população, a escutando e lhe concedendo protagonismo. Ilhabela tem musculatura para implantar até mesmo um programa de renda básica com real poder de mitigar a miséria que tanto espantou Graziano. Mas ao invés disso, escolheu ao longo dos anos tocar obras controversas e fragmento delas precisou ser refeita nem muito concluída por justificação do seu projeto e realização medíocres; que vai pagar shows milionários para mosca ver; gastar em concurso pátrio de miss, o miss Brasil emotion; financiar escola de samba da capital; subvencionar eventos esportivos caça-níqueis, conhecidos por cobrarem letreiro dos seus participantes esportistas de primeira viagem amadores; que vai pagar aluguel de estátua em extensão pública; fazer desapropriações inúteis; despender farto dinheiro público em locação de tendas; deixar a merda & Esgoto passar solta degradando mar e cachoeiras; financiar exposições de arte milionárias sem passarem por concurso ou licitação, embasado na vaga argumentação da capacitação dos realizadores; comprar aquabus por milhões para se desmantelarem sem nunca velejar; gastar e muito num urbanismo estúpido que enfeia, desumaniza e mortifica a cidade; fazer má zeladoria do espaço público entre outras tantas más ações listadas na prensa e categorizadas em relatórios do Tribunal de Contas que se acumulam inermes. Não dá, por economia de verborragia e, principalmente, da pouca paciência dos leitores, de inventariar ainda mais itens.

“Ilhabela não precisa de grandes, e polêmicas, obras. Mas precisa sim de um olhar humano, de políticas emancipadoras, de ensino, urbanidade, reverência aos direitos, justiça social.” Palavras de Xico Graziano no instagram.

Apesar da sua avaliação sensível e ajuizada das reais mazelas de Ilhabela e da imperiosa premência de mudança de foco da gestão da cidade, Xico Graziano deveria, honrando a honestidade da qual se vangloria e para o muito da sua biografia e o de Ilhabela também, esmiuçar as razões éticas que justificaram sua saída, esclarecendo esse comportamento tareco que, muitos podem rotular, em razão de leviano, ao espalhar dúvidas sobre a lisura da gestão que integrou.

Kenner Neiva, em publicação no Essa gente, a #escandalo – ETE da Feiticeira, dinheiro público indo pro esgoto, ilumina ações controvertidas na secretaria ora sem secretário ao mesmo tempo em que conclama à resistência, assertivamente, vereadores e  moradores de Ilhabela.

Baseado: Post Completo

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