‘Meu filho bebe água do vaso sanitário nesse presídio’, diz mãe de detento da UPP

‘Meu filho bebe água do vaso sanitário nesse presídio’, diz mãe de detento da UPP

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Manaus – No mesmo presídio em que dezenas de presos iniciaram uma rebelião com sete agentes penitenciários reféns na manhã deste sábado (2), detentos não possuem água potável à disposição e precisam se hidratar com água do vaso sanitário. A declaração foi dada pela mãe de um dos presos, que não quis se identificar.

“Meu filho toma água do vaso sanitário nesse presídio. As condições são péssimas. Nossos familiares comem comida estragada, não têm água potável e sofrem com o calor por conta da falta de energia elétrica”, disse a mulher.

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(Foto: Divulgação)

A reportagem procurou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para confirmar a denúncia e aguarda um posicionamento.

A rebelião desta manhã começou por volta das 6h30. Na ocasião, sete agentes penitenciários foram mantidos reféns por diversos detentos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona leste de Manaus.

Os presos ainda atearam fogo em colchões e escalaram caixas d’água do local para chamar atenção de autoridades. De acordo com a Seap, o motim teve início durante a entrega do café da manhã, quando internos serraram as grades de duas celas e fizeram os agentes de socialização de reféns.

O local é o mesmo que, em maio do ano passado, seis detentos foram brutalmente assassinados com indícios de asfixia.

Em nota, a Secretária de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que parte da unidade prisional foi destruída durante a rebelião. “Quebrou-se uma boa parte da unidade prisional. Já conseguimos detectar grades arrancadas, bebedouros, que era de uso deles e também dos familiares e que era uma reivindicação antiga. Nós conseguimos, ao longo desta gestão, colocar água gelada, e eles foram lá e quebraram tudo. Agora, vamos ter que avaliar o restante”, disse comandante-geral da PM, coronel Ayrton Norte.

Além disto, a Seap não descarta a transferência dos presos que organizaram o motim. Uma investigação será aberta para identificar os responsáveis. No momento, a Seap está realizando a contagem dos presos e revista dentro das celas.



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Fonte: Post Completo

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