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Maioria dos candidatos a prefeito de Curitiba defende vacina obrigatória contra Covid-19

Levantamento feito com exclusividade pelo Bem Paraná revela que a maioria dos candidatos a prefeito de Curitiba é favorável à vacinação obrigatória contra o Covid-19, quando houver uma vacina comprovadamente eficaz. A reportagem consultou os 16 concorrentes à cadeira de prefeito da Capital paranaense sobre o assunto. Dos 14 que responderam, nove se disseram favoráveis à imunização obrigatória da população. Três foram contrários: João Guilherme (Novo), Marisa Lobo (Avante) e Zé Boni (PTC). E dois deram respostas inconclusivas: Christiane Yared (PL) e Eloy Casagrande (Rede). Outros dois não responderam: o prefeito e candidato à reeleição, Rafael Greca (DEM), e Diogo Furtado (PCO).

Defendem que a vacina seja obrigatória os candidatos Camila Lanes (PC do B), Carol Arns (Pode), Fernando Francischini (PSL), Goura (PDT), João Arruda (MDB), Paulo Opuszka (PT), Letícia Lanz (PSOL), Professor Mocellin (Rede) e Professora Samara (PSTU). “Sim, pela preservação da vida, pelo controle da disseminação do vírus e pela retomada da economia das nossas cidades é necessário que todos sejam vacinados para garantir que não tenhamos uma segunda onda ou maiores perdas”, diz Camila Lanes. “Para a imunização ser eficiente, deve abranger o maior número possível de pessoas. É isso o que defende a comunidade científica no mundo todo e é o que esperamos que aconteça no Brasil. Portanto, sou a favor da obrigatoriedade”, afirma Carol Arns.

Gravidade

Se for aprovada pela Anvisa a nossa visão é de fazer a vacina estar disponível para toda a população de forma obrigatória tendo em vista a gravidade da pandemia que estamos enfrentando”, concorda Goura. “Acreditamos que se tivermos uma vacina com eficácia comprovada, que garanta a segurança de todos os cidadãos, uma política transparente de como a imunização se dará e, claro, vacinas para todos, a vacinação compulsória seria a medida mais adequada”, disse Opuszka. “Pessoas para quem a saúde e a segurança da coletividade não tem a menor importância devem ser obrigadas a lembrar que não estão sozinhas nesse mundo”, defendeu Letícia Lanz.

Mesmo afirmando que a discussão é “abstrata”, o candidato do PV também defendeu a obrigatoriedade. Ele lembrou que desde 1975 a legislação brasileira já prevê a obrigatoriedade da imunização. “Então não tem essa do presidente querer ou não querer. Hoje nós temos a necessidade de imunizar as pessoas para que elas não continuem transmitindo a outras”, disse. “Somos sim a favor da vacinação obrigatória, pois em algumas situações o direito coletivo à saúde se sobrepõe aos direitos individuais”, considera a Professora Samara.

Contrários alegam ‘livre escolha’
Três candidatos a prefeito de Curitiba são abertamente contrários à obrigatoriedade da vacinação contra o Covid-19. Médico oftalmologista, o candidato do Novo, João Guilherme, diz ser a favor da vacina, mas diz não acreditar na obrigatoriedade da imunização. “O município deve, por meio de campanhas de orientação e conscientização, mostrar à população a importância da imunização para se proteger do vírus”, argumenta ele.

Zé Boni (PTC) também é contra a vacinação obrigatória. Ele afirma que defende a “livre escolha, o livre arbítrio do cidadão em optar por aquilo que entenda ser o melhor, respeitando sua liberdade democrática, para optar em vacinar ou não”.

Marisa Lobo também afirma que a prefeitura deve disponibilizar a vacinação, mas não de forma obrigatória.

Inconclusivos

Dois candidatos deram respostas inconclusivas. A deputada federal Christiane Yared afirma que seguirá as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde. “Não é decisão da Prefeitura se obriga ou não. Nossa obrigação será preparar e organizar toda a estrutura municipal de Saúde para a vacinação, treinar e capacitar nossos profissionais para manusearem a vacina e, ainda, poder preparar uma campanha nos canais da prefeitura, como já é feito com todo o calendário de vacinação”, alegou.

Posição parecida tem o candidato da Rede, Eloy Casagrande. “Creio que a questão de discutir a obrigatoriedade acho que não é nem o caso porque as pessoas estão ávidas por serem imunizadas para poder ter uma vida normal. Acho que não vai faltar, digamos, candidatos à vacina. As pessoas vão procurar a vacina”, alega. “Caso se tenha algum tipo de baixa procura existem mecanismos na legislação em relação à saúde coletiva que pode torná-la obrigatória. Mas no primeiro momento não vejo essa necessidade”, diz Casagrande.

Fonte: Post Completo

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