Ministro Gilmar Mendes disse que o Exército é cúmplice de um "genocídio" no Brasil por causa da alta mortalidade do novo coronavírus.

Gilmar Mendes, ministro do STF.| Foto: Nelson Jr./STF

O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Gilmar Mendes, rebateu o ministro Kassio Nunes Marques, posteriormente o colega ter se posicionado contra a suspeição do ex-juiz. “Estamos em julgamento histórico, e cada um passará para a história com seu papel. Esses temas não admitem pusilanimidade. Falsos espertos acabam sendo pegos e desmoralizados”, afirmou Gilmar em tom exaltado. O ministro reagiu aos argumentos de Nunes Marques, para quem o STF não poderia estudar as acusações da resguardo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) por meio de habeas corpus.

Nunes Marques também levantou o concepção do “garantismo” durante seu voto, destacando que por meio do habeas corpus Moro não teria entrada ao contraditório, ou seja, de se tutelar. Outrossim, disse que as mensagens divulgadas a partir hackers e atribuídas ao ex-juiz federalista e a integrantes da força-tarefa em Curitiba não poderiam ser usadas já que provas na ação. “Não se trata de áudios ou hackers, mas ao que está no processo”, rebateu Gilmar.

“O meu voto está pisado nos elementos dos autos, agora realmente me choca tudo aquilo que se revela, e a resguardo que se faz. ‘Ah, pode ter havido inserções, manipulações?’. Eu já disse a este respeito ou o hacker é um ficcionista ou nós estamos diante de um grande escândalo, e não importa o resultado deste julgamento, a desmoralização da Justiça já ocorreu, o tribunal de Curitiba é publicado mundialmente já que um tribunal de exceção”, disse Gilmar. “Não estamos a falar a este respeito de prova ilícita”, afirmou.