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Eleição em Curitiba tem pacto de não agressão e Greca como alvo principal – 21/09/2020

Curitiba terá 16 candidatos concorrendo à prefeitura. Trata-se do maior número desde 2004, quando a capital do Paraná teve 14 postulantes ao cargo. Apesar do elevado número de opções, o desafio será levar a disputa ao segundo turno. O prefeito Rafael Greca (DEM) concorre à reeleição e montou uma coligação com outros nove partidos, garantindo o apoio do governador Ratinho Jr. (PSD), que emplacou Eduardo Pimentel como vice na chapa.

A aliança entre prefeito e governador tirou gente de peso da eleição, o que deve fazer com que o primeiro turno se foque em reduzir o alcance de Greca. O deputado estadual Goura, que assumiu a candidatura do PDT com a desistência de Gustavo Fruet, afirma que já conversou com o colega de Assembleia Legislativa e candidato a prefeito pelo PSL, Fernando Francischini, para uma espécie de “pacto de não agressão” entre ambos.

“Queremos olhar para frente, agregando outros fatores e temas para a disputa eleitoral. Tenho um bom diálogo com o Francischini, apesar de estarmos em campos opostos da política. Nosso objetivo em comum é desconstruir a imagem de que o Greca é um ótimo gestor. Já temos, inclusive, um pacto de não convergir ações um contra o outro”, diz Goura.

Em entrevista ao UOL, Francischini criticou Greca. “O prefeito atual é um líder de céu azul: ele estava indo muito bem, mas, quando entrou a primeira nuvem escura (referindo-se a pandemia), passou a não decidir e a se omitir. Demonstrou não ser o líder que a cidade precisa para esse período”, afirma.

Outros nomes são mais comedidos: defendem uma campanha propositiva, mas não deixam de citar projetos em áreas nas quais o atual prefeito sofre críticas, como a inclusão social.

“Temos que criar políticas públicas de maior inclusão social e econômica”, afirma a deputada federal e candidata Christiane Yared (PL). De acordo com ela, os seus esforços serão voltados aos pequenos e médios empresários, à diminuição da máquina pública, com mais atenção aos funcionários de carreiras, além de focar nas mulheres para que “sintam políticas públicas voltadas a elas”.

João Arruda (MDB), que disputou a eleição ao governo do estado em 2018, nega que vá fazer campanha contra Greca. “Quero oferecer alternativas para o que penso ser o ideal para a cidade”, diz. Mas o ex-deputado federal fez críticas. “O governador e o prefeito fazem qualquer negócio para ajustarem as eleições. A campanha é o momento de apresentar propostas e debater Curitiba, muito mais do que formar alianças já visando também a reeleição a governador em 2022.”

Para o candidato do PT, Paulo Opuszka, apenas aqueles com uma proposta diferente da de Greca podem se colocar como uma antítese do prefeito. “Quem defende o serviço público e discute o pós-pandemia com uma visão para a geração para o trabalho e renda, além de um olhar mais cuidadoso para periferia, pode se colocar como diferente”, diz.

Greca: “O povo quem vai dizer”

Para o prefeito Rafael Greca, é “o povo quem vai dizer” se a eleição será definida em um ou dois turnos, mas defende que construiu uma cidade mais “bonita e justa” do que a que recebeu no início de sua gestão. “Não fiz ninguém desistir da campanha. Fiz o meu trabalho. Isso provocou um ambiente de entusiasmo e vibrante em torno da minha candidatura.”

Rebate que apenas invista em obras visíveis (como a renovação de asfalto). “Não é só asfalto, também não são só flores. Houve um grande equilíbrio econômico e fiscal da cidade. Como os curitibanos são inteligentes, imagino que isso vai me conduzir novamente (ao cargo)”, diz.

Durante a pandemia, o prefeito foi criticado por não ajudar pequenos e médios empresários. “Temos ainda R$ 621 milhões não usados para combater os efeitos catastróficos da pandemia. Só fizemos compras com recursos orçamentários e temos condições de salvar a cidade.”

Segundo Greca, esses valores estão guardados como provisão e podem ser aplicados em diferentes ações, inclusive para mitigar a crise hídrica que a capital paranaense vem enfrentando ou em medidas de estímulo à economia.

Quem são os candidatos

A lista tinha 17 postulantes após as convenções partidárias, mas o empresário Fabiano dos Santos, do PMB, desistiu da disputa e, embora não integre a coligação oficial, também está na aliança de Greca:

  • Rafael Greca (DEM), atual prefeito. Vice: Eduardo Pimentel (PSD)
  • Fernando Francischini (PSL), deputado estadual. Vice: Letícia Chun Pei Pan (PSL).
  • Paulo Opuszka (PT), professor de direito. Vice: Delegado Pedro Filipe (PT)
  • João Arruda (MDB), ex-deputado federal. Vice: a definir
  • Goura (PDT), deputado estadual. Vice: Ana Moro (PDT)
  • Christiane Yared (PL), deputada federal. Vice: Jilcy Rink (PL)
  • Caroline Arns (Podemos), professora e filha do senador Flávio Arns. Vice: Rolf Koerner Junior (Podemos)
  • Dr. João Guilherme (Novo), médico oftalmologista. Vice: Geovana Conti (Novo)
  • Professor Renato Mocellin (PV), historiador e ambientalista. Vice: Dra. Soraia Dill Pozo (PV)
  • Eloy Casagrande (Rede), professor universitário. Vice: Michel Fonseca Ferreira (Rede)
  • Leticia Lanz (PSOL), psicanalista e socióloga. Vice: Giana de Marco (PSOL)
  • Marisa Lobo (Avante), psicóloga. Vice: Romulo Quenehen (Avante)
  • Samara Garratini (PSTU), atua na rede municipal de educação. Vice: Samuel de Mattos Figueiredo (PSTU)
  • Zé Boni (PTC), administrador e contador. Vice: Oriovaldo Soler Peres (PTC)
  • Camila Lanes (PCdoB), presidente da União da Juventude Socialista. Vice: Dr. Zequinha (PCdoB)
  • Diogo Furtado (PCO), artista gráfico. Vice: Feris Boabaid (PCO).

Fonte: Post Completo

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