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Donos de restaurantes, em Curitiba, se preparam para aumentar preço das refeições frente à alta do gás: ‘Estamos sempre defasados’ | Economia

Donos de outros segmentos alimentícios, visto que padarias, também se preparam para reajustar os preços.

Donos de restaurantes de Curitiba preveem aumento nos valores das refeições por quilo — Foto: Natalia Filippin/g1 PR

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Brunno de Camargo é proprietário de um restaurante há um ano e dois meses. Ele disse que não meramente o aumento do gás de cozinha refletirá em novos valores praticados no estabelecimento.

“Vamos ter que repassar esta diferença na estimativa do dispêndio que, com certeza, vai ter um aumento. Não é só do gás, mas de todo o conjunto que estamos tendo. Nas próximas semanas vamos ter que fazer um reajuste de todos os itens”.

Em uma revendedora de Curitiba, o preço do gás de cozinha de 45 quilos, geralmente usado em restaurantes, saltou de R$ 395 para R$ 425. Nos botijões de 13 quilos, o aumento na mesma revendedora foi de R$ 103 para R$ 112.

Gás de cozinha já está mais caro em algumas distribuidoras de Curitiba

Gás de cozinha já está mais a mais em algumas distribuidoras de Curitiba

Luciano Teixeira também é proprietário de restaurante, em Curitiba. Ele disse que recebeu a notícia dos aumentos com tristeza, ressaltando que o impacto que a medida traz aos pequenos empresários.

“Estou trabalhando e estudando pra minimizar o impacto pro cliente, mas alguma coisa a gente vai ter que repassar. A gente ainda tá trabalhando com uma margem muito menor que era há 2 anos […]Usamos uma média de seis [botijões] por mês. É bastante coisa, mas são seis industriais, são mais caros e uma quantidade maior. O impacto é maior”.

Em todos os segmentos alimentícios

O impacto do aumento do gás também preocupou Marilda Fumie Oda, que trabalha em lanchonete vendendo pastéis, lanches e outros produtos alimentícios, no bairro Mercês.

“A gente não consegue seguir o dispêndio. A gente sempre está defasado porque não tem visto que seguir [os aumentos] para passar ao consumidor porque ele também não tem visto que comprar. A gente vai sempre diminuindo o lucro e só consegue custear despesa mesmo”.

Marilda Fumie Oda — Foto: Natalia Filippin/g1 PR

A empreendedora destacou que, no negócio que toca com a filha, elas vão tentar segurar os preços até o aumento do salário mínimo, mesmo que isso gere prejuízo ao negócio.

“Se você desliga a placa, até a retomada é um tanto [de gás] que vai, logo sai mais barato você manter ela aquecida, logo com movimento ou sem movimento, o consumo é igual. Tem que manter ligado. Se a pessoa chega e a placa tá fria ela vai demorar pra aquecer”.

A Petrobras anunciou o aumento do gás, de cozinha e dos combustíveis, na quinta (10), em meio à disparada dos preços do petróleo. A estatal ficou 57 dias sem anunciar reajustes.

“Em seguida serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasílio continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”, justificou a Petrobras.

Em Curitiba, tão logo o aumento foi anunciado, pessoas lotaram postos e, também, revendedoras de gás para aproveitar os preços antigos.

O empresário Michel Amadeu lamentou a elevada no valor do gás e disse que reformulará o cardápio do restaurante que é possuinte, priorizando pratos que não demorem muito tempo no queima.

Michel Amadeu é possuinte de restaurante — Foto: Natalia Filippin/g1 PR

“Pra mim foi uma surpresa ingrata, porque a gente já vem enfrentando muita dificuldade nesses dois, três anos de pandemia. [Teve] muito incisão de dispêndio, fazendo muito esforço pra manter o preço, mas com essa surpresa é difícil conseguir manter. A gente acaba tento que repassar um pouco pros clientes e acaba assumindo uma despesa a mais […] Fica um pouco mais difícil de se manter no mercado”.

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