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Corpo dá sinais semanas antes de infarto: saiba quais são eles

Manaus – Dor aguda no peito, desmaio e tonturas;
esses são alguns dos sintomas que o corpo pode apresentar antes de um infarto.
Caracterizado pelo entupimento de uma ou mais artérias do coração, o infarto
pode ocorrer de forma fulminante, ou chegar aos poucos, sem dar muitos sinais. O
importante é estar atento aos principais sintomas para evitar consequências graves
ou até a morte.

A cardiologista Vania Naue explica
quais são os principais sintomas que o corpo demonstra antes de um
infarto.

“Os principais sintomas são dor no tórax, falta de ar ou dor ainda mais forte na mesma região quando a
pessoa é submetida a esforço físico, tonturas e desmaios”, afirmou.

Um dos sintomas do infarto pode ser tontura

Um dos sintomas do infarto pode ser tontura | Foto: Marcely Gomes

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Dormência nos
braços foi o primeiro sintoma que o mecânico aposentado Brumel Vazzoler, de 82
anos, sentiu antes de ser acometido por um infarto há 27 anos. O idoso sobreviveu a dois infartos em um intervalo de seis anos.

No primeiro infarto,
Vazzoler estava andando quando sentiu a dormência nos braços. Ele relatou que o sintoma veio tão forte, a ponto de não
conseguir levantá-los.

“Encostei
em um muro, depois de dois minutos os meus braços voltaram ao normal. Passados
dois dias, no mesmo percurso e no mesmo horário, eu tive uma repetição dessa
dor. Fiquei preocupado e decidi procurar um médico cardiologista”, disse.

Depois que Vazzoler
procurou o consultório, o especialista informou que ele precisava fazer
um cateterismo para desentupir uma das artérias. O procedimento é feito para identificar e tratar doenças do coração e dos vasos sanguíneos.

Brumel contou ao Em Tempo que ficou com
dúvidas e visitou um amigo, que também é especialista em cardiologia. O exame constatou que um nódulo estava entupindo uma das artérias do coração e que um
cateterismo não seria suficiente. Foi quando Vazzoler fez a primeira cirurgia
no coração.

Geralmente, o infarto fulminante causa parada cardíaca

Geralmente, o infarto fulminante causa parada cardíaca | Foto: Marcely Gomes

Infarto fulminante

Seis anos depois do
primeiro caso, o aposentado Brumel Vazzoler sofreu um segundo infarto. Desta vez, o ataque foi fulminante.

“Sofri um infarto fulminante dentro
do elevador de um hospital. Na ocasião, meu filho estava comigo. Caí no chão na
hora e foi uma correria, me colocaram na maca e me levaram para o pronto-socorro. Após realizarem os procedimentos necessários, eu sobrevivi”, afirmou. Ainda conforme Vazzoler, o filho dele, de 45 anos, teve o
mesmo problema no coração e também precisou passar por cirurgia.

Segundo a cardiologista Vania Naue,
durante um infarto fulminante, a pessoa sente dor no tórax. Porém, o primeiro sintoma pode ser uma parada cardíaca.

“Por isso, é muito importante aprender as manobras de
compressão torácica para darmos o primeiro socorro até a chegada da ambulância”,
pontuou.

Causas

Não há como precisar uma causa para o
infarto, pois vários fatores contribuem para o aparecimento da doença.

“Os fatores mais comuns são diabetes, hipertensão, dislipidemias,
obesidade, tabagismo, sedentarismo e história familiar de doença arterial
coronariana (infarto) precoce. Mas como são muitos fatores envolvidos, por
vezes, encontramos internados nas UTIs cardiológicas, pacientes jovens – entre 30 e 40 anos – onde esses fatores não estão presentes”, afirmou a especialista.

Sintomas atípicos

De acordo com a médica, não há diferença entre o infarto que acomete os homens ou as mulheres. O que existe, segundo Vania, é um grupo específico que pode desenvolver sintomas atípicos de um infarto, como: dor no estômago e falta de ar constante.

Desse grupo fazem parte os idosos, os diabéticos e algumas mulheres. Esse fator pode ser o ponto que faz com que as pessoas imaginem que há diferença entre os pacientes de sexos diferentes.

Idosos, algumas mulheres e diabéticos estão em grupo que podem desenvolver sintomas atípicos como dor no estômago

Idosos, algumas mulheres e diabéticos estão em grupo que podem desenvolver sintomas atípicos como dor no estômago | Foto: Marcely Gomes

Infarto
sem aviso

Para o representante comercial Silvio Frota, de 65 anos, o
infarto chegou “silencioso”. Ele levava uma vida saudável e não
percebeu o estágio avançado em que o infarto se encontrava. Frota afirma que
nunca sentiu dor no peito, mas desconfiou de um cansaço constante
durante as caminhadas.

“Fui fazer uma bateria
de exames e apontou que eu estava tendo um infarto. Há algumas semanas,
eu fui internado e fiz cirurgia de cinco pontes de safena. Fui pego totalmente de
surpresa”, afirmou Silvio Frota.

O representante comercial foi submetido a um exame chamado “cintilografia computadorizada”, que consiste em aplicar líquidos no coração para
verificar o fluxo de sangue. A partir das imagens do exame, foi constatado que
o coração de Silvio Frota estava sem irrigação. Na ocasião, ele fez um
cateterismo e, dessa forma, foi descoberto que ele tinha cinco veias do coração
entupidas.

“Continuei seguindo minha vida sem sentir nada e, recentemente, fiz
uma cirurgia onde colocaram cinco pontes de safena no meu coração”, disse.

Frota afirma que ficou muito surpreso ao descobrir que
estava tendo um infarto, pois sempre teve um estilo de vida saudável. “Dizem
que a gente é reflexo dos erros que cometemos no passado. Eu discordo, pois
nunca fui fumante e nunca bebi muito. Mantinha uma rotina de exercícios e parei
quando comecei a sentir cansaço ao caminhar”, afirmou.

Conforme Vania Naue, a principal origem do
infarto está no estilo de vida, porém, fatores genéticos também podem estar
envolvidos em muitos casos. A especialista afirma que o infarto pode ser
evitado.

Pacientes considerados muito jovens para infarto estão na faixa etária entre 30 e 40 anos

Pacientes considerados muito jovens para infarto estão na faixa etária entre 30 e 40 anos | Foto: Marcely Gomes

Há como identificar
um infarto antes que ele aconteça?

Conforme a cardiologista Vania Naue,
a medicina dispõe de vários métodos de rastreio (clínico e através de exames)
para evitar que uma pessoa tenha infarto.

Atualmente, o infarto acomete
pacientes cada vez mais jovens, por isso todos devem ficar atentos e realizar o
check-up cedo. A consulta com o cardiologista deve acontecer, no mínimo, uma vez
por ano.

Como agir em caso de
infarto?

A primeira atitude é se dirigir
imediatamente ao pronto-socorro mais próximo e evitar qualquer esforço.

“O
tempo é fundamental para a recuperação do paciente, pois cada minuto perdido, nas três primeiras horas após o início dos sintomas, representa uma média de 11 dias de
vida”, afirmou a especialista.

Se a pessoa estiver sozinha, ela deve ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se certificar que, caso ela venha a desmaiar, as equipes de socorro terão acesso ao
local onde ela está. Para isso, o paciente deve deixar as portas destrancadas e pedir ajuda a
quem estiver mais próximo.

Edição: Bruna Souza

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